A Itália entrou na primeira guerra mundial em 1915 e fazia
parte dos Aliados juntamente com a Alemanha e a Áustria-Hungria, porém assim
não se sucedeu pois a Inglaterra e a França prometeram-lhe colónias em África,
o que fez com que a Itália entrasse em guerra com os Aliados. No entanto, tal
promessa não foi cumprida, o que os fez ficar insatisfeitos com o Tratado de
Versalhes, um dos acordos de paz. A grave crise
económica vivida no pós guerra e a crise de 1929, que veio agravar
toda a situação de descontentamento, proporcionou um regime
ditatorial, de seu nome Fascismo.
Visto que o governo liberal se demonstrava incapaz de
solucionar todos estes problemas, a população começou a ficar agitada,
realizando greves, revoltas e manifestações contra o governo. As camadas mais
baixas (operários e camponeses) viam na Rússia comunista um exemplo a seguir
para acabar com toda esta situação, porém, as camadas mais altas (burguesia e
classe média e alta), sentindo-se ameaçadas com este pensamento bolchevista,
apoiaram-se no Partido Nacional Fascista, criado em 1921 por Benito Mussolini.
Este partido queria demonstrar a fraqueza do Governo
liberal, sendo que se apontavam como os únicos defensores da ordem. Foi neste
contexto que Mussolini e os fascistas realizaram, a 30 de outubro de 1922, a
Marcha sobre Roma, que levou à nomeação de Mussolini para primeiro ministro
pelo rei Vitor Emanuel III. Em 1924, realizaram-se eleições legislativas, onde
o Partido Nacional Fascista acaba por sair vitorioso através do recurso à
fraude e à intimidação. Em 1925, Mussolini recebe o título de chefe de governo,
primeiro ministro e de secretário de Estado
Chegado ao poder, em 1925, Mussolini elimina o Estado Democrático
e implanta um Estado totalitário na Itália. Assim, o governo de Mussolini
torna-se numa ditadura onde todo o poder fica concentrado nas mãos de Mussolini
e todas as organizações que não fossem fascistas eram consideradas ilegais.
Marcha sobre Roma
Caraterísticas dos regimes fascistas
Totalitarismo
-
o sistema fascista concentrava poderes totais nas mãos do líder de governo,
onde este líder podia tomar qualquer tipo de decisão ou decretar leis sem
consultar políticos ou representantes da sociedade.
Nacionalismo - entre
os fascistas era a ideologia baseada na ideia de que só o que é do país tem
valor, uma valorização extrema da cultura do próprio país em detrimento das
outras, que são consideradas inferiores.
Antissocialismo - os
fascistas defendiam amplamente o capitalismo, tanto que obtiveram apoio
político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes e industriais, e o
socialismo defendia a expressão das classes sociais, enquanto que o fascismo
dizia que isto dividia uma Nação e enfraquecia o Estado.
Antiparlamentares
-
rejeição da pluralidade de partidos políticos, encarados como responsáveis pelo
enfraquecimento nacional
Antiliberais
e antidemocráticos – pois a democracia e o liberalismo defendiam
primeiramente os interesses do indivíduo, enquanto que o fascismo punha os
interesses da Nação acima dos do indivíduo.
Corporativismo – era
a sua forma de organização socioeconómica que aceita a propriedade privada, mas
afirma necessária uma intervenção do Estado.
Culto
do chefe – eram elevados à categoria de herói, era ele que
simbolizava o Estado e guiava os seus destinos, assim sendo, devia de ser
seguido e tinham que lhe prestar culto.
Militarismo
-
altos investimentos na produção de armas e equipamentos de guerra e fortalecimento
das forças armadas como forma de ganhar poder entre as outras nações. Os jovens
eram treinados e preparados fisicamente desde cedo, logo aos 4 anos ingressavam
nos Filhos da Loba, dos 8 aos 14
faziam parte dos Balillas, aos 14
eram vanguardistas e os 18 entravam
nas Juventudes Fascistas. Nestas
organizações os jovens aprendiam o culto do Estado e do chefe, o amor pelo
desporto e pela guerra e o desprezo pelos valores intelectuais.
Expansionismo
-
Necessidade de alargamento do espaço territorial. Exaltação das glórias do
passado (Roma antiga)
Propaganda - os
líderes fascistas usavam os meios de comunicação (rádios, cinema, revistas e
jornais) para divulgarem as suas ideologias, para controlarem, mais facilmente,
as mentes e as vontades e para promover o culto do chefe. O Ministério da
Imprensa e da Propaganda controlou as publicações, a rádio e o cinema.
Censura - usavam
este meio para castigar qualquer tipo de crítica aos seus governos. Nenhuma
notícia ou ideia, contrária ao sistema, poderia ser veiculada em jornais,
revistas, rádio ou cinema. Aqueles que arriscavam criticar o governo eram presos
e até condenados a morte, para isto, existiam os esquadristas, reconhecidos como milícias
armadas do partido, que tinham de vigiar, denunciar e reprimir qualquer ato
conspiratório. Com idênticas funções havia também a polícia política apelidada de Organização
de Vigilância e Repressão do Antifascismo (OVRA)
OVRA
Autarcia –
política económica intervencionista e nacionalista que propunha a
autossuficiência económica, a partir do desenvolvimento da produção interna e
da redução das importações. Teve particular relevância no controlo da economia
pelo enquadramento de todas as atividades laborais nas corporações. Houve um lançamento
de amplas campanhas de produção envolvidas por grandes manifestações de
propaganda, onde os trabalhadores eram encorajados a trabalhar intensamente de
forma a conseguir altos níveis de produtividade e a construção de grandes obras
públicas. As atividades industriais e comerciais passaram também por um forte
controlo do Estado com o lançamento de programas de industrialização e de
controlo do volume das exportações e importações.
http://noseahistoria.wordpress.com/2013/11/11/as-opcoes-totalitarias/ (um blog com um esquema sobre o fascismo e o nazismo, que falarei mais à frente)





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