segunda-feira, 24 de novembro de 2014

As opções totalitárias

Com o fim da primeira Guerra mundial (1914/18) grande parte dos países europeus optou pelo uso de democracias liberais, onde direitos individuais, como a liberdade e a igualdade, eram garantidos pelo Estado.
Mas, pela sua incapacidade de resolução das crises vividas após a guerra, devido a campos destruídos, grande número de mortes, aumento da inflação e desemprego elevado, começa a surgir um descontentamento e uma desacreditação na democracia liberal. O que vem ainda a piorar após a crise de 1929, com o Crash da bolsa americana, que se transformou numa crise mundial, pois os Estados Unidos era o país fornecedor de matérias-primas e de empréstimos para a reconstrução dos países afetados pela guerra, como a Alemanha. Este Crash da bolsa veio provocar uma deflação, com a queda dos preços, a diminuição dos rendimentos e a diminuição do poder de compra, que levou à acumulação de Stocks, ao desemprego e até mesmo à falência das empresas.
O triunfo da revolução comunista na Rússia em outubro de 1917, também veio influenciar todo este descontentamento e provocar ainda mais revoltas sociais, pois os proletários viam na Rússia um exemplo a seguir. Assim sendo, nasceu um certo medo ao bolchevismo, o que vai acabar por influenciar na emergência de regimes de extrema-direita, como são exemplo a Itália e a Alemanha.

Nos anos 30, a depressão económica e o medo do bolchevismo, acentuou a crise da democracia liberal e levou a uma vaga autoritária e ditatorial.


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