Com o fim da primeira Guerra
mundial (1914/18) grande parte dos países europeus optou pelo uso de
democracias liberais, onde direitos individuais, como a liberdade e a
igualdade, eram garantidos pelo Estado.
Mas, pela sua incapacidade de
resolução das crises vividas após a guerra, devido a campos destruídos, grande
número de mortes, aumento da inflação e desemprego elevado, começa a surgir um
descontentamento e uma desacreditação na democracia liberal. O que vem ainda a
piorar após a crise de 1929, com o Crash da bolsa americana, que se transformou
numa crise mundial, pois os Estados Unidos era o país fornecedor de
matérias-primas e de empréstimos para a reconstrução dos países afetados pela
guerra, como a Alemanha. Este Crash da bolsa veio provocar uma deflação, com a
queda dos preços, a diminuição dos rendimentos e a diminuição do poder de
compra, que levou à acumulação de Stocks, ao desemprego e até mesmo à falência
das empresas.
O triunfo da revolução
comunista na Rússia em outubro de 1917, também veio influenciar todo este
descontentamento e provocar ainda mais revoltas sociais, pois os proletários
viam na Rússia um exemplo a seguir. Assim sendo, nasceu um certo medo ao
bolchevismo, o que vai acabar por influenciar na emergência de regimes de
extrema-direita, como são exemplo a Itália e a Alemanha.
Nos anos 30, a depressão
económica e o medo do bolchevismo, acentuou a crise da democracia liberal e
levou a uma vaga autoritária e ditatorial.

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