quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A Sociedade no Antigo Regime

O absolutismo foi um sistema de governo que se afirmou na Europa, no decurso do Antigo Regime (século XVI a XVIII). No decorrer destes séculos, existiu uma estratificação social, ou seja, a sociedade era hierarquizada por ordens ou estados, sendo o primeiro estado o Clero, o segundo a Nobreza e o terceiro o Povo.

Clero
Estado mais digno, porque estava mais próximo de Deus, um estado rico e o mais privilegiado, sendo alguns destes privilégios:
·         Isenção de impostos à Coroa e de prestação de serviço militar
·         Direito Canónico (eram julgados em tribunais próprios)
·         Concediam asilo aos fugitivos
·         Não eram obrigados a franquear as suas casas aos soldados do rei
·         Recebiam os dízimos (das colheitas, um décimo era retirado)

O Clero aglutinava elementos de todos os grupos sociais acabando estes por ocupar um lugar compatível com a sua origem social, podendo então fazer parte do alto clero, constituído pelos filhos segundos da nobreza, cardeais, bispos e seus séquitos e abades, desempenhando cargos na administração e na corte. Ou do baixo clero, geralmente proveniente das gentes rurais, competia-lhes oficiar os serviços religiosos, orientar escolas ou orientar espiritualmente os paroquianos.

Nobreza
ordem de maior prestígio e a mais próxima do rei e ocupava-se dos cargos de poder na administração e no exército e estava isenta do pagamento de contribuições ao rei. Dividia-se em Nobreza de sangue, nobres por descendência, que exerciam funções no exército e Nobreza de toga, antigos burgueses, que por necessidade de consolidar o poder absoluto o rei apoiava-se neles confiando-lhes algumas das principais tarefas governativas.

Povo
O povo era a ordem mais heterogénea, pois aqui tanto podiam aspirar das dignidades mais elevadas como da miséria mais extrema e eram os que pagavam mais impostos. Neste estado encontravam-se homens de letras, mercadores, joalheiros, entre outros, conhecidos também por burgueses. Havia, também, camponeses, artesãos e trabalhadores assalariados e os vagabundos e indigentes, sendo estes os mais desprezíveis membros da sociedade.





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