quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Absolutismo em Portugal

D. João V foi o protagonista do absolutismo em Portugal, tendo como modelo Luís XIV, estando até presente em si todos os aspetos da moda francesa, nas suas vestes e nos seus gostos, mostrando-se sempre como uma figura luxuosa e com etiqueta. Sonhava em oferecer grandeza ao seu reino e a si mesmo, conseguindo isto pois o seu reinado correspondeu a um período de paz visto que estava alicerçado no ouro e diamantes vindos do Brasil, sendo este ouro que “alimentava” o esplendor real. Recusava-se a reunir as Cortes, o que demonstra uma subordinação das ordens sociais e controlava muito a administração pública. Apoiou bastante as artes e as letras, enviou embaixadas para o estrangeiro, distribuiu moedas de ouro pelo povo e tinha uma política de grandes construções, como é o exemplo do Convento de Mafra, o que só demonstra a sua magnificência, o seu poder e a sua riqueza.

                                                               Convento de Mafra

Para D. João V conseguir assegurar toda esta política, existiam instrumentos fundamentais, como a máquina burocrática altamente hierarquizada, distribuída por todo o reino e que aplicava os éditos e as ordens régias, uma fiscalidade rigorosa com impostos gerais para pagamento dos gastos da Corte e do rei e a venalidade dos cargos, sendo que os oficiais régios ascendiam a estes por indicação do antecessor mediante o pagamento de uma quantia. O cumprimento dos cargos e a sua eficácia era averiguada por comissários do rei. Tenta-se, também, organizar as finanças públicas. Toda a manutenção deste aparelho de Estado implicava constante aumento das receitas, por isto, havia um aumento dos impostos gerais.

Na verdade, a Corte, o seu esplendor e luxo, davam igualmente uma imagem esplendorosa do poder real e assim uma imagem de poder absoluto e riqueza ao rei.

                                                                    D. João V

Sem comentários:

Enviar um comentário