D. João V foi o protagonista do absolutismo em Portugal, tendo como modelo
Luís XIV, estando até presente em si todos os aspetos da moda francesa, nas
suas vestes e nos seus gostos, mostrando-se sempre como uma figura luxuosa e
com etiqueta. Sonhava em oferecer grandeza ao seu reino e a si mesmo,
conseguindo isto pois o seu reinado correspondeu a um período de paz visto que
estava alicerçado no ouro e diamantes vindos do Brasil, sendo este ouro que “alimentava”
o esplendor real. Recusava-se a reunir as Cortes, o que demonstra uma
subordinação das ordens sociais e controlava muito a administração pública. Apoiou
bastante as artes e as letras, enviou embaixadas para o estrangeiro, distribuiu
moedas de ouro pelo povo e tinha uma política de grandes construções, como é o
exemplo do Convento de Mafra, o que só demonstra a sua magnificência, o seu
poder e a sua riqueza.
Convento de Mafra
Para D. João V conseguir assegurar toda esta política, existiam
instrumentos fundamentais, como a máquina burocrática altamente hierarquizada, distribuída
por todo o reino e que aplicava os éditos e as ordens régias, uma fiscalidade
rigorosa com impostos gerais para pagamento dos gastos da Corte e do rei e a
venalidade dos cargos, sendo que os oficiais régios ascendiam a estes por
indicação do antecessor mediante o pagamento de uma quantia. O cumprimento dos
cargos e a sua eficácia era averiguada por comissários do rei. Tenta-se,
também, organizar as finanças públicas. Toda a manutenção deste aparelho de
Estado implicava constante aumento das receitas, por isto, havia um aumento dos
impostos gerais.
Na verdade, a Corte, o seu esplendor e luxo, davam igualmente uma imagem esplendorosa
do poder real e assim uma imagem de poder absoluto e riqueza ao rei.
D. João V


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