quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Absolutismos e os seus teóricos

No final da Idade média (XIV e XV) ocorreu uma forte centralização política nas mãos do rei, ao qual a burguesia ajudou bastante visto que lhes interessava um governo forte e capaz de organizar a sociedade, sendo esta quem fornece apoio político e financeiro aos monarcas, que em troca criaram um sistema administrativo eficiente, unificando moedas e impostos e melhorando a segurança dentro dos seus reinos.
Na Idade moderna, o rei tinha quase todos os poderes. Criava leis sem autorização ou aprovação política da sociedade, impostos, taxas e obrigações de acordo com os seus interesses económicos e agia em assuntos religiosos. Mas foi nos séculos XVII e XVIII que a centralização política atingiu o seu auge, tendo o rei concentrado em si todos os poderes e funções do Estado (política, justiça, administração e economia) e onde defendiam que este poder provinha de Deus, que confiava no rei para governar na terra em seu nome.

Com esta nova política surgiram teóricos absolutistas que criaram os fundamentos do absolutismo. Houve vários teóricos absolutistas mas os mais relevantes foram:

Jacques Bossuet
·         O poder de origem divina e  que Deus confiou nos reis para governarem em seu nome, por isso, atentar contra o rei era um sacrilégio;
·         Um poder paternal pois o rei deveria de satisfazer as necessidades do seu povo, proteger os mais fracos e governar brandamente;
·         Um poder submetido à razão, tendo que o rei ter certas qualidades como a bondade, não se deixar afetar pelo poder e ter sabedoria;
·         Um poder absoluto, ou seja, independente.


Jean Bodin
·         Defendeu que soberania real não poderia sofrer limitações pois provinha das leis de Deus;
·         Acreditava na necessidade de concentrar o poder totalmente nas mãos de um governante;
·         Todos deviam obediência ao seu rei.


Thomas Hobbes
·         O poder do Estado acima de tudo.

Hugo Grotias
·         O governo não podia ser contrariado;
·         O poder ilimitado do Estado.

Jacques Bossuet (1627/1704)


Sem comentários:

Enviar um comentário